segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quem foi Jesus?


Muitas questões devem ser levantadas sobre Jesus, a verdade sobre sua história esta escrita na Bíblia e ela nos fornece uma fonte segura sobre seu modo de vida, suas crenças, e seus ensinamentos.

Claro que o ideal seria poder complementar nosso conhecimento com outros relatos que não estão dentro do Novo Testamento, mas textos dessa natureza são extremamente raros, porém existem, e por sinal são muito polêmicos
Vamos nos apoiar inicialmente apenas a versão oficial, ou seja, apenas pela Bíblia, e dai teremos um ponto inicial de partida. Lembrando que devemos junto com a Bíblia entender como era o mundo em sua época, assim inclusive as atitudes de Jesus se tornam mais fáceis de serem entendidas
O primeiro ponto se diz a Genética de Jesus, ou seja, começaremos pelo inicio:

Jesus jamais poderia ter como arvore Genealógica José, pois a própria Bíblia garante com a mais absoluta certeza de Jesus ser obra do espírito santo, ou seja, sua linhagem até Davi deveria ser por parte de Maria, não de José.

José, para proteger sua família leva Jesus ao Egito, já que Herodes determina a morte dos meninos com menos de 2 anos nascidos em Belém, este relato é passado despercebido, porém já determina uma influencia cultural egípcia na formação de Jesus, algo que deveria ser muito mais discutido, afinal ninguém vive sozinho, sempre sofremos influencia de onde vivemos, mesmo tendo José e Maria como sua principal fonte de formação cultural e religiosa, existe sempre a influencia do local onde se vive.

Jesus é sempre chamado na Bíblia como Mestre ou rabino, sempre que alguem na Bíblia se dirige a ele, é sempre com um termo ou outro, o termo "mestre" na época seria o equivalente a "doutor" nos dias de hoje, ele seria doutor em uma determinada área, e transmitia seus conhecimentos a outros, isso nos leva a crer que Jesus provavelmente estudou para ser o Mestre Espiritual, e isso deveria ser de conhecimento publico pois mesmo alguns que não eram apóstolos o chamavam de mestre, o fato de ele ser rabino apenas confirma essa conclusão, que de fato não altera em nada a sua história, porém justamente a confirmação deste mestrado, ou seja, o fato de ele ser rabino é que gera o conflito, rabino deve antes de mais nada ser casado para poder ser declarado rabino, a Bíblia chama Jesus de rabino varias vezes, o que o define como além de instrutor, um chefe de família

Sua condenação por Pilatos é outra questão que nos mostra que muita coisa não foi bem explicada, ou melhor, foi, mas nós não a lemos de forma correta, a principio, a impressão que se tem é que Pilatos queria executar o Messias porém o fato de ele tentar o libertar mostra sua real vontade, Pilatos não queria de forma alguma executar Jesus, pra tanto utilizou de uma lei judaica para tentar dar a Jesus a liberdade, não importando seus crimes, Jesus ao ser interrogado deixou muito claro que não seria rei de nenhuma cidade romana, seria sim rei apenas em seu reino, ou seja no reino espiritual, para Roma isso só já bastava para sua liberação, seu reino para Roma nunca existiu, pois para Roma a religião dele era bárbara, não uma religião romana, portanto, ele jamais reinaria sobre um romano, mesmo que espiritualmente, Pilatos não teve escolha e teve que ordenar sua execução, porém ele também conseguiu descaraterizar a crucificação, pois esta seria a pena mais cruel que Roma praticava, aqui esta um ponto muito importante, pois Jesus realmente não poderia ser crucificado, quem fosse condenado a tal execução deveria morrer e seu corpo permanecer na cruz até que fosse totalmente decomposto, não era permitido aos crucificados ter um sepultamento, pois isso descaracterizava a natureza da pena

Roma jamais admitiria que um crucificado fosse sepultado, seria uma demonstração de fraqueza, se Jesus fosse de fato crucificado, ele ficaria na cruz, por ele ter sido de fato sepultado isso quer dizer que a crucificação não existiu, mas sim um "ato disciplinar" que seria apenas ser pregado em um tronco, ele deveria morrer, porém teria direito ao sepultamento, foi o que Pilatos conseguiu para ajudar um inocente que ele não queria matar, os Testemunhas de Jeová também garantem que ele foi morto sim, porém não em uma cruz

Outra questão em relação a sua morte seria que Jesus era um homem forte e saudável, e a morte tanto pela crucificação como por ato disciplinar seria lenta e dolorosa,  a intenção de Roma com esse tipo de pena seria a de mostrar o que de fato acontecia com quem estivesse contra ela, mortes deste tipo demoravam de 2 a 3 dias para acontecerem, pernas eram quebradas, e nenhum tipo de ajuda seria permitida, entre as ajudas qualquer tipo de ferimento posterior que facilitasse a morte, deveria ser demorado, o pior tipo de morte que se poderia ter, Jesus sendo saudável, deveria ter demorado também de 2 a 3 dias, como todos os outros e não apenas algumas horas, e ele não teve as pernas quebradas, apenas Pilatos poderia ter dado a ordem para que não fossem quebradas. Sabemos que um Centurião o feriu com uma lança na tentativa de apressar sua morte e quando Jesus pediu aguá foi atendido com uma solução de agua e vinagre, algo também não permitido, fosse agua ou qualquer outro tipo de substancia, fosse pra prolongar ou encurtar a vida, já que tal ato não era permitido, algo deve ter sido colocado na agua que fez com que Jesus tivesse reclamado do seu gosto, o fato é que pouco tempo após ter tomado a solução ele morreu, José de Animatéia teria retirado seu corpo do local e levado a um sepulcro seu, isso teria sido um pedido vindo do próprio Pilatos, José de Animatéia teria sido um senador romano (segundo alguns historiadores), alguns dizem que discípulo secreto de Jesus

A morte nos diz muita coisa, a principal o fato de Pilatos tentar de todas as formas proteger Jesus, e demonstra que até mesmo o pedido de prisão foi um ato forçado, prova que romanos muito influentes seguiam Jesus, entre eles membros da elite romana incluindo senadores, um sepulcro na época seria extremamente caro, o comum seria ele ter sido levado para uma vala, já que sua família seria pobre, mas foi levado para um sepulcro de um rico comerciante, o mais interessante que eu se Jesus fosse enterrado como deveria ele jamais teria conseguido ressuscitar, não pelo menos da mesma forma, sua aparecia após tal experiência não seria nem um pouco semelhante a aparência que a consideramos hoje, ou seja de um homem normal com alguns ferimento, em 3 dias debaixo da terra, seu corpo teria o processo de decomposição acelerado.

Portanto, tomando apenas a Bíblia como fonte encontramos os seguintes pontos para uma melhor reflexão:

A arvore genealógica de Jesus é incoerente.
Jesus esteve no Egito e provavelmente teve algum tipo de influencia egípcia em sua formação.
Se Jesus era um mestre, teria estudado pra isso.
Jesus para ser rabino deveria ser casado e constituir família.
Pilatos protegeu Jesus a todo custo.
Apesar de pobre teve um sepultamento rico para os padrões da época.
A influencia de Jesus penetrava até mesmo no senado romano.

Um ponto que leva a muitas teorias e dão força a alguns textos antigos que não estão na Bíblia seria que Pilatos quando executou a sentença, seria a maior autoridade de Roma em Jerusalém, por ser a máxima autoridade ele poderia até ter escondido de Roma a verdade, e tudo ter sido encenado, o vinagre teria sido ópio ou alguma outra substancia que o fizesse dormir, ele não foi enterrado, isso teria lhe causado a sufocação, foi então levado a um sepulcro de um comerciante rico, ou seja, com acesso muito restrito, e de um senador romano, em 3 dias, ele retorna e só é visto secretamente, Jesus constitui família e sai de Jerusalém para viver em fim em paz em outra localidade

Em momento algum Jesus não ter morrido na cruz ou em um tronco denigre sua imagem, nem o torna imperfeito, apenas humaniza um pouco mais, temos na própria Bíblia outras passagens que retratam essa humanização, como sua revolta no templo, por exemplo, que para um ser perfeito, tal atitude seria incompatível, afinal de contas ele usou de violência, isso o torna menos imperfeito? Ou apenas o torna mais humano?

Vale a pena refletir sobre o que a Bíblia nos diz, mas refletir de forma coerente, olhando para apenas o que esta escrito e tentar entender por nós mesmos.

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